Ank Kumar · CC BY-SA 4.0Arsenal vence Nottingham Forest e soma a terceira vitória seguida
O Arsenal já ganhou três jogos desde a pausa para as seleções sem alguma vez estar à frente ao intervalo, e o padrão começa a parecer deliberado.
Ank Kumar · CC BY-SA 4.0O Arsenal venceu o Nottingham Forest e chegou a três vitórias em três jogos desde a pausa para as seleções, e fê-lo da forma que tem sido habitual nesta série: sem estar à frente ao intervalo e com o banco a fazer a diferença. Pela segunda semana consecutiva, o jogo decidiu-se depois do intervalo e não antes.

Como o Nottingham Forest foi batido
O futebol que levou o Arsenal até este resultado não foi rápido nem especialmente vistoso. Longas sequências de passe seguiram para o lado e para trás, com a bola a ser reciclada em vez de conduzida para a frente, e um Nottingham Forest cauteloso foi levado a acreditar que ali tinha um resultado ao seu alcance. Foi a entrada dos suplentes que retirou essa convicção, e é o banco que tem separado o Arsenal de tardes banais ao longo deste período.
Nada disto assustará um treinador adversário que estude as imagens. O que fica visível é um plantel com profundidade suficiente para que o nível quase não caia quando o onze inicial é desfeito, e uma equipa satisfeita por vencer devagar quando o caminho mais rápido não está disponível.
Três vitórias sem vantagem ao intervalo
Ank kumar · CC BY-SA 4.0A série desde a pausa para as seleções está agora em três vitórias em três jogos, com o Arsenal empatado ou em desvantagem ao intervalo em todos eles. O jogo anterior em casa, frente ao Leeds, seguiu um figurino semelhante: uma primeira hora apagada antes de a profundidade do plantel pesar. Vistos em conjunto, os jogos descrevem uma equipa que vence pelos recursos de qualidade e não pela fluidez.
Isso criou uma leitura invulgar em torno da equipa. É encarado como o primeiro período desde que o Manchester City cedeu pontos em casa do Everton, no início de maio, em que o Arsenal claramente não esteve no seu melhor, e a sensação é a de uma equipa que precisa de reafirmar a sua qualidade e não a de uma que atravessa os jogos sem dificuldade.
Porque o banco conta mais do que o espetáculo
LHC88 · CC BY 4.0A conclusão útil aqui não é sobre entretenimento. Os títulos acumulam-se em tardes como esta — estreitas, pacientes, esquecíveis — muito mais vezes do que através de exibições que intimidam adversários. Um banco capaz de desfazer um empate vale mais ao longo de uma época do que uma hora de brilhantismo em outubro, porque transforma os jogos que de outra forma terminariam empatados.
A leitura desta série é que a força do Arsenal está atualmente na profundidade e não na invenção. É um ativo real e limitado: a profundidade protege uma equipa ao longo de uma campanha longa, mas não desmonta por si só uma defesa que se recusa a ser atraída. Contra o Forest, o passe foi seguro porque o espaço era estreito.
As questões que a série deixa em aberto
O que ainda não se sabe é quanto disto é força e quanto é aviso. Uma exibição apática e com muita posse contra um adversário cauteloso diz menos sobre o Arsenal do que a mesma exibição diria contra uma equipa que o pressiona alto. Se os titulares se reafirmam, ou se os suplentes continuam a decidir jogos, é o que há a observar nas próximas semanas.
O outro ponto por resolver é o equilíbrio entre controlo e criação. O Arsenal mostrou que consegue vencer a jogar mal; não mostrou, nestes três jogos, que consegue abrir à vontade uma defesa compacta quando o jogo o exige. Isso importa mais à medida que a época aperta e as margens encolhem, e é a pergunta que a próxima série de jogos lhe vai colocar.
Perguntas frequentes
- Quantos jogos ganhou o Arsenal desde a pausa para as seleções?
- Três em três. A vitória sobre o Nottingham Forest prolongou a série, e o Arsenal não esteve à frente ao intervalo em nenhum desses três jogos.
- Porque foram importantes os suplentes do Arsenal contra o Nottingham Forest?
- O Forest tinha sido levado a acreditar que podia tirar algo de um jogo lento e muito lateral, e o recurso ao banco afastou essa ideia. Pela segunda semana consecutiva, as alterações e não o onze inicial revelaram-se decisivas.
- Quando foi a última vez que o Arsenal pareceu abaixo do seu melhor antes desta série?
- O atual momento apagado é tratado como o primeiro desde que o Manchester City cedeu pontos em casa do Everton, no início de maio, e é por isso que tem chamado atenção apesar das vitórias.
- O que significa a profundidade do plantel do Arsenal para a corrida ao título?
- Os títulos constroem-se a acumular vitórias estreitas e não vitórias espetaculares, e um banco que resolve jogos equilibrados transforma potenciais empates em três pontos ao longo de uma época longa. Se isso basta contra adversários mais fortes continua em aberto.
Relacionadas
Ank Kumar · CC BY-SA 4.0
Ank Kumar · CC BY-SA 4.0Tony Hadley fala do Arsenal, de Arteta e da digressão de big band em entrevista de rádio
Lundel · CC BY 4.0Manchester City vence o Arsenal e segue invicto, com a pressão a crescer sobre Reneé Slegers
wonker · CC BY 2.0